O POLIMATISMO

O Polimatismo é uma tradição espiritual monástica milenar que tem como objetivo a ligação direta com a manifestação Divina, dentro das diversas formas em que Deus se manifesta. A palavra “polímata” quer dizer “sábio entre os sábios” e com isso, o desenvolvimento intelectual, espiritual, profundo e pleno dentro de nossa jornada pela supraconsciência e iluminação. Os Templos Polimatas do Brasil estão sob a liderança espiritual de Sua Graça Sumo Grão Mestre Polimata Acarya Maha Surya Pandit Swami, que caminha conosco em nossa jornada polimata. Nossos ensinamentos são sempre transmitidos para seus membros por mestres das linhas originais, isso significa que não existem intermediários entre a fonte de conhecimento das tribos, clãs, swamis, sacerdotes, magos, pajés, xamãs, ocultistas, alquimistas, ordens e ou sociedades de cunho espiritual e aos Mestres da Ordem Polimata. Em nossas Comunidades ou Templos são realizados estudos e rituais públicos que tem como objetivo o desenvolvimento espiritual, emocional e material dos buscadores da jornada. Dentro das diversas linhas espirituais, que são as várias manifestações da Personalidades de Deus, o Polimatismo é único por não possuir uma doutrina, sendo assim, recebendo com o coração aberto as diversas formas de Deus se comunicar conosco.

O Mestre

Sua Graça Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍit Svāmī nasceu na Europa e, ainda muito jovem, iniciou sua jornada espiritual aos cuidados do Mestre Adepto Polimata Constantino El Caminante, onde adentrou no campo da História Antiga e Oculta, Línguas, Metalurgia, Matemática, Sociedades Secretas, Psicologia, Geometria Sagrada, dentre outros.

Iniciou-se nos caminhos da Ufologia, Parapsicologia, Terapias Alternativas, Oráculos, Maçonaria e diversas outras sociedades secretas. Foi recebido por vários outros pequenos mestres, que muito contribuíram para o incremento de sua intensa busca pelo conhecimento e pelo fantástico.

Após a morte de seu Mestre Polimata, volta ao velho continente para a continuidade de seus estudos, realizando uma caminhada de quase duas décadas ao redor do mundo, em busca de sua maestria espiritual, onde encontrou-se com os conhecimentos sobre psicologia, forja de aço e metalurgia, onde o permitiu ampliar os estudos alquímicos e aprofundar-se em misticismo medieval, oráculos e terapias holísticas, o que marca o início de um caminho em busca de cura pessoal e refinamento.

No Egito, na antiga cultura de Kemet, estudou mitologia e história, viajando pelo Nilo e visitando diversos sítios arqueológicos, encontrando-se com sociedades secretas ligadas tanto ao Culto de Isis quanto a diferentes vertentes da cultura egípcia. No final de sua passagem, recebe a iniciação no Cristianismo Ortodoxo Copta Egípcio, após conhecer um de seus sacerdotes.

Em passagem pelo solo sagrado de Israel, percorreu o caminho cristão, estudando e peregrinando as vias de Jesus. Em Jerusalém, encontra-se com um velho ancião cabalista que veio a se tornar um dos seus mestres mais marcantes, no período em que teve a oportunidade de conhecer os maiores rabinos da época e a “sabedoria Divina de Deus em TUDO”.

Tal experiência tem curta duração, mas permite que ele, ao sair do ônibus pelo qual fora dispensado pela Legião, encontre seu primeiro Guru em uma estação de trem: Sua Graça Somaka Mahārāja Svāmī. Assim, simplesmente o seguiu até um pequeno templo e se rendeu no mesmo dia após assistir ao satsaṅga de seu Guru. Como monge, serviu ao Sanātana-dharma vaiṣṇava em vários países, sendo iniciado como svāmī antes da morte de seu Gurujī, acontecimento de profunda importância que o abalou.

Continuando sua busca, rumou para a Mãe Índia onde, a exemplo de Sua Santidade Śrī Rāmakṛṣṇa Paramahaṁsa, buscou outras Maṭhas, Sampradāyas e Gauḍīyas, e através da misericórdia e compreensão de vários Gurus, ao verem e reconhecerem a via espiritual de nosso Ācārya, lhe agraciaram também ao recebe-lo na ordem de saṃnyāsins vedānta e śivaíta.

Em passagem pela Amazônia brasileira, viveu no Rio Madeira e Rio Negro. Neste último, iniciou seu envolvimento com a cultura indígena, recebendo o convite para conhecer uma aldeia da Tribo Tucano. Lá, acabou vivendo longo tempo, foi adotado pela tribo e então sendo iniciado por importante Pajé nos segredos dos Arumuyás, Ushaynuvos, Rumês e do Nagual através de algumas ervas de poder, entre elas Ayahuasca. Posteriormente, passou por outras etnias tribais amazônicas. Já no sudeste do Brasil, encontrou alguns mestres que lhe foram muito marcantes, como Chico Xavier e Waldo Vieira.

Assim, pôde aprimorar sua mediunidade e capacidade de projeção astral, que anos depois transformou-se em uma capacidade dimensional ímpar.

Após seu retorno à Europa em pequenas viagens, a fim de definir qual seria os próximos passos de sua busca, consultou mestres e irmãos espirituais e então saiu em busca de um mestre budista que o aceitasse como um simples discípulo, estudando assim as bases do budismo tibetano e da cultura bö.

Após a virada do milênio, decidiu retornar ao Brasil. Estabeleceu sua ação missionária em São Paulo, abrindo um pequeno Centro Espiritual chamado Tupã Auê. Em paralelo, iniciou-se nas tradições religiosas afro-brasileiras.

Cansado e desiludido com a caminhada, passou alguns anos em processo de semirreclusão, o que proporcionou seu momento mais criativo, viabilizando a produção da base de diversos livros que refletem a sua maestria, humildemente escondida.

Através de uma viagem pelo interior do Brasil, conheceu mestres icônicos relacionados a gnose-vegetal (ervas de poder) que o introduziram em tradições ayahuasqueiras, responsáveis por um despertar de supraconsciência continuo, que o levou a realização do início do Polimatismo Moderno: “unir novamente os caminhos espirituais em uma só jornada.”

Fundou a Ordem Polimata com seus moldes atuais em 2011, abrindo primeiramente a Cadeira de Xamanismo e Gnose-Vegetal em sua própria casa, mergulhando no Xamanismo do Caminho Verde Amazônico e envolvendo-se com algumas tribos, em especial as culturas Nawás do Acre, onde foi reconhecido entre os Pajés com um deles, o que lhe vale o título de Arumuyá Kane Satanawá Varinawá.

O caminho de maestria é muito longo dentro do Polimatismo. Assim, pelas próprias palavras de nosso querido Sumo Grão Mestre: “Estarei estudando e alcançando novos conhecimentos, maestrias e sabedorias, mesmo diante da minha última dança, dentro deste mundo de dimensão temporal e material”.

Assim dizendo que o conhecimento e a busca de realização e sabedoria nunca findam, podemos ainda esperar muito de nosso Gurujī nesta jornada polimata

× Como posso te ajudar?